|
||||||||||||
|
||||||||||||
|
||||||||||||
|
||||||||||||
| Ministro disse que governo acompanhará qualquer percalço nas importações e que reduzirá a TEC se não houver como o Brasil importar | ||||||||||||
Agência Estado O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, classificou nesta terça-feira (9) como "terrorismo" a ameaça da indústria panificadora de aumentar o preço do pão francês por conta da elevação, para 30%, do Imposto sobre Importação (II) do trigo vindo dos Estados Unidos. O aumento da alíquota para o grão norte-americano foi definido nessa segunda-feira (8) pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). O Brasil está autorizado a cobrar sobretaxa de produtos americanos, devido aos subsídios dos EUA ao algodão. A lista da Camex contou com a assessoria técnica do Ministério da Agricultura para a escolha dos itens agrícolas. No total, 101 produtos norte-americanos devem sofrer retaliação com a sobretaxa. "Já tem gente querendo ganhar dinheiro a custo de uma determinada situação", resumiu o ministro, referindo-se à decisão da Camex. Como solução, o ministro sugeriu a importação pelo Brasil, do trigo da Rússia, Canadá e União Europeia como opção aos Estados Unidos. De acordo com ele, a Rússia já sinalizou ao governo brasileiro que está disposta a competir neste mercado com outros países. Segundo ele, apesar da distância do país, não haverá grande diferença de custo para o Brasil na comparação com outros exportadores de trigo. "Depois que pões no navio, não há muita diferença", argumentou. O ministro disse que o governo acompanhará qualquer percalço nas importações e que reduzirá a Tarifa Externa Comum (TEC) se não houver condições de importação pelo Brasil. Stephanes reafirmou que técnicos dos ministérios da Fazenda e da Agricultura trabalham sobre uma política agrícola para trigo. "Tem duas visões diferentes, e os dois lados têm razão", avaliou. Segundo ele, enquanto a Agricultura ressalta a geração de empregos, a melhor utilização e preservação do solo e a sustentabilidade do setor, a visão da Fazenda é a de que a importação do produto pode ser mais barata para o consumidor brasileiro. "Vemos todas as razões para que se produza trigo", defendeu. Um consenso entre as duas partes deve ocorrer até o final deste mês, de acordo com o ministro, porque é preciso concluir o Plano Safra. Alta ilógica Para Stephanes, a ameaça de aumento de preço do pão em 16% não tem lógica. "O custo do trigo no pãozinho varia de 10% a 16%. Com a restrição de 5%, que é quanto compramos dos Estados Unidos, aumentaria em 16%? É terrorismo", reafirmou. Além disso, ele comentou que não há justificativa para reajuste, porque o preço atual do pão foi estabelecido em um momento em que a tonelada do trigo custava R$ 750. Depois disso, a trajetória do preço do grão foi descendente. Atualmente, ela custa de R$ 400 a R$ 450 a tonelada. "É inaceitável (um reajuste)", afirmou. |
||||||||||||
|
||||||||||||
| Seja o primeiro a comentar esta notícia! | ||||||||||||
|
||||||||||||