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Por Geraldo Elísio "A moral é filha da justiça e da consciência - é uma religião universal." - Antoine Rivarol Estranho País este Brasil onde todos reclamam de um estado de corrupção generalizada e, quando a polícia e a justiça agem no sentido de punir os infratores, homens de moral ilibada, defensores intransigentes da moralidade tanto pública quanto privada, se inflamam na defesa dos punidos, evidenciando uma clara síndrome de corrupção latente, pronta a entrar em erupção desde que sejam atingidos os seus interesses pessoais ou de amigos que, a qualquer momento, possam de alguma forma beneficiá-los. Discussões jurídicas a parte, envolvendo regras de processualística, tais “sepulcros caiados”, como o Cristo se referiu aos fariseus, ainda se alegram com a hipótese de “isto não dará em nada”, como se fora uma estranha competição onde estivesse em jogo “o meu corrupto é melhor do que o seu”. Como se o acobertamento do crime, inclusive pelos tribunais superiores fosse uma marca registrada desta terra descoberta por Cabral. Felizmente, ainda que de forma vegetativa as coisas começam a mudar, tais párias sendo atropelas pela tecnologia capaz de escancarar para o mundo as falcatruas de toda natureza que são cometidas, sem que as burras governamentais possam silenciar os meios de comunicação da mass mídia, a isto se agregando a ignorância pessoal de cada corrupto potencial que se ergue em defesa de seus colegas explícitos. O caso José Roberto Arruda, em Brasília, afigura-se como logomarca de uma mudança há muito reclamada. Esperamos que dentro de todo contraditório e amplo direito de defesa sem o que não existe de fato matéria transitada em julgado, comprovadas a culpa ou as culpas, doa a quem doer, o braço longo da Lei atinja a todos os responsáveis.
Não somos ingênuos em acreditar que isto significará o fim da corrupção, infelizmente algo de mal que parece inerente ao homem. Porém somos o suficientemente lúcidos para saber que as devidas punições aplicadas, dentro das regras do Direito que presidem o jogo democrático irão inibir tais crimes ao estampar o fim da impunidade. |
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