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| Geraldo Elísio escreve no "Novojornal". Prêmio Esso Regional de jornalismo, passado e presente embasam as suas análises | ||||||||||||
Por Geraldo Elísio "A economia só será viável se for humana, para o homem e pelo homem." - Papa João Paulo II A França, a única entre as grandes economias da UE que não havia dado sinais de enfraquecimento nos caminhos da recuperação fez uma parada nesta sequência, segundo anunciou o Banco da França na segunda-feira (8/3). A matéria está publicada no jornal espanhol “El País”. O crescimento para o primeiro trimestre de 2010 será menor que o previsto, um indicativo de más perspectivas também para a área da eurozona. Na verdade a crise grega está afetando os seus vizinhos. A caída se dá principalmente em função da queda da confiança dos meios empresariais diante do setor industrial, ainda que o setor de serviços mostre uma subida. Especialistas entendem que a zona do euro está conflagrada. Um dos exemplos é a Alemanha que fechou o exercício com um PIB nulo, depois de ligeiro aumento ocorrido. Na Espanha as preocupações maiores estão centradas na falta de investimentos e a vice-presidente econômica, Elena Salgado, frisa que muitas inversões realmente não voltarão - razão pela qual o seu país adotou um drástico plano de ajuste fiscal de mais 50.0000 milhões nos gastos públicos. E adverte que os números são mais eloqüentes do que as palavras. E enquanto vão crescendo “as bolhas” econômicas de diversas naturezas, cada vez mais ampliam os temores de conflagrações sociais que venham a desembocar em crises políticas de gravidade. Forma de pagamento Os alemães, diante da crise, sugeriram a venda de monumentos nacionais como forma dos países devedores saldar as suas dívidas, o que de imediato provocou um movimento nacional de protesto grego, boicotando a compra de produtos fabricados na Alemanha. A matéria tem origem em Londres e é assinada pelos jornalistas Phllip Inman e Elena Smith. “A Grécia deveria pensar na hipótese de vender terras, monumentos e obras de arte para saldar suas dívidas, sugeriram ontem dois políticos alemães, Josef Schlarmann, do Partido Cristão Democrata - o mesmo da chanceler Angela Merkel -, e Frank Schaeffer, especialista em política financeira do Partido Liberal Democrata, ao jornal Bild”. Os políticos do país de Adolf Hitler acrescerntaram que ao.”lado de medidas de austeridade, como cortes dos salários do setor público e congelamento das pensões do Estado, a Grécia poderia vender algumas ilhas desabitadas ou artefatos antigos”. A reação grega foi imediata e em entrevista a ARD TV o vice-chanceler da Grédia Dimitris Droutsas classificou de “indequadas” as sugestões num momento como este. A Federação dos Consumidores Gregos (Inka) instou os cidadãos a boicotar os produtos alemães, Cinco dias após o início do boicote aos produtos alemães, o Inka, composto por 100 mil consumidores, afirma que o movimento está indo de vento em popa. "A resposta tem sido imensa", afirmou Haralambous Velidarakis, membro do conselho do Inka. "Nossa ação não é contra o povo alemão, é contra os ataques do governo alemão, que levarão ao empobrecimento dos gregos." Paralelamente o diretor do FMI, Dominique Strauss-Khan, propôs em Nairobi a criação de um “Fundo Verde” capaz de mobilizar 100 milhões de dólares até 2020, para que os países em desenvolvimento sustentado possam trabalhar suas riquezas. Com qual objetivo? Mais do que nunca o Brasil precisa ficar atento à cobiça internacional que cerca a Amazônia e o território de Roraima, visando as nossas riquezas naturais e outros propósitos estrangeiros. E o pior, com maus brasileiros que deveriam ser presos e tratados como traidores da Pátria, sem entender que todo o processo de espoliação de que somos vítimas a séulos nos credencia a um significativo troco. Este espaço é permanentemente aberto ao democrático direito de resposta a todas as pessoas e instituições aqui citadas. |
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