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| Geraldo Elísio escreve no "Novojornal". Prêmio Esso Regional de jornalismo, passado e presente embasam as suas análises | ||||||||||||
Por Geraldo Elísio “Gato escaldado tem medo de água fria”. – Ditado popular brasileiro Há muito os políticos têm conhecimento de seu desgaste, embora, de público, finjam desconhecer o assunto. Somente alguns mais lúcidos têm coragem de abordar esta questão com franqueza, admitindo que reeleger-se será um processo penoso e caro. Tal panorama já começa a se refletir no âmbito da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, praticamente às moscas, o que evidencia que os parlamentares já a esta altura do campeonato estão preferindo se deslocar para as suas bases em buscas de votos. Agora que o governador Aécio Neves não é mais candidato à Presidência da República, eliminando a teoria de um bom puxador de votos, o impacto de tal decisão ganha relevo, principalmente quando os parlamentares analisam que muito tempo foi perdido, a rota dos discursos terá de ser mudada e, se por algum milagre como ainda sonham alguns, a rota for revertida, o tempo inexoravelmente já conspira contra todos. Por outro lado, tanto novos quanto veteranos parlamentares não vêem no vice Antonio Anastasia, um tecnocrata de carreira e professor da Escola de Direito da UFMG, sem nenhuma tradição na disputa do voto popular, o melhor emblema do puxador de votos. A experiência ensina que os parlamentares fazem todo tipo de concessão, menos entregar o mandato. A frase de um deputado dono de um capital de experiência acumulado dita ontem é significativa: “Não resta dúvidas de que eu pedirei votos para ele. Mas se em resposta o eleitor me disser que vota em mim, porém tem outra preferência para o Palácio da Liberdade? É justo, num momento deste, eu perder um voto? Claro que eu concordarei com o eleitor preservando o meu sufrágio. Afinal de contas todo mundo bate em deputados e senadores, mas ninguém vê que de 4 em 4 anos nós temos de ralar em busca do voto e, entre o meu mandato e o de qualquer outro, eu fico com o meu”. Claro, este deputado não tem procuração para falar em nome dos demais, mas as suas ponderações se adéquam como uma luva ao que pensam os seus colegas. Este espaço é permanentemente aberto ao democrático direito de resposta a todas as pessoas e instituições aqui citadas. |
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