Minas Brasil Política Economia Esportes Internacional Cultura

novojornal .: Editorial I .: Notícia Publicado em 03/03/2010 às 10:33:38

EDITORIAL I: QUANDO A VEZ DO POVO?
Geraldo Elísio escreve no "Novojornal". Prêmio Esso Regional de jornalismo, passado e presente embasam as suas análises

 Confira também

EDITORIAL I: DEVER CUMPRIDO

EDITORIAL I: CHICAGO 1930

EDITORIAL I: CRIME E CASTIGO

EDITORIAL I: ELEITOR APÁTICO

EDITORIAL I: ONDE HÁ RESPOSTA?

  Interação

Imprimir
Enviar por e-mail
Delicious
Digg
Google bookmarks
Reddit
Windows live
Yahoo my web

Por Geraldo Elísio

"A economia não lida com coisas e objetos materiais tangíveis, trata dos homens, suas ações e propósitos." - Ludwig von Mises

O “The Wall Street Journal” informa que os senadores Cristopher Dodd, do Partido Democrata, e o republicano Bob Corker, viabilizaram um entendimento objetivando a que o Federal Reserv (FED), sigla em inglês, o Banco Central dos EUA, crie uma unidade de proteção ao consumidor, dirigida por uma autoridade indicada pelo presidente Barack Obama.

Não era bem este o desejo de Obama que pretendia um órgão somente para defender os correntistas bancários. Os republicanos que nada queriam acabaram se rendendo a uma forma conciliatória. Estranha esta compulsão dos governantes em atender apenas aos interesses dos banqueiros, na verdade os donos do mundo. E que evidencia que, em grau maior ou menor, o planeta está submetido a elites dominantes, não dirigentes.

Sobre o mesmo assunto o jornalista Paulo Henrique Amorim escreve no site “Conversa Afiada”. Ele analisa que o senador Dodd opinou que o FED foi um dos maiores responsáveis pela pulverização da poupança dos norte-americanos que se viram quebrados de repente. Ao tempo em que Alan Greenspan, que ele chama de “o rei dos neoliberais” segurou a taxa de juros e os gringos se endividaram quatro vezes no cartão de crédito ou na hipoteca das suas casas. Além disto, Greenspan fez vistas grossas sobre os balanços dos bancos, não enxergando os problemas que se enunciavam.

Diz PHA “A nova legislação será um tijolo a menos na construção neoliberal que transformou o Banco Central num Vaticano reverenciado por todos os fiéis. O Banco Central voltou à terra. E foi para o beleleu a suposição de que ele seria capaz de governar urbi et orbi com a manipulação das taxas de juros. Só quem acredita nisso são os colonistas (*) do PiG (**), o presidente do Bank Boston, e o Arminio Fraga”.

Ao mesmo tempo após a aprovação do seu novo plano de austeridade, que deverá permitir uma economia de 4,8 milhões de euros, o governo da Grécia, segundo o jornal francês “Le Monde”, reconhece ter ficado à mercê do FMI e recorre à solidariedade da União Européia, segundo o primeiro ministro helênico Georges Papandréou. Bancos alemães e franceses estão se mobilizando para “salvar” a Grécia, berço da civilização ocidental. A receita do FMI, sem querer fazer humor negro, “é um verdadeiro presente de grego para Atenas”: redução de despesas (inclusive salários) e aumento de impostos.

A fórmula se destina a “salvar a economia grega”, principalmente com a redução do déficit público. Porém Papadréou está consciente de que o remédio é amargo e da gravidade do aspecto social a envolver o seu país. Lá como cá está envolvido na questão o banco Goldman Sachs. O que significa que em algum ponto do futuro também o Brasil poderá ser enquadrado na linha de tiro. E quem, a exemplo dos EUA está preocupado não apenas com a saúde financeira dos banqueiros e pelo menos um pouco com a saúde financeira do povo?

Este espaço é permanentemente aberto ao democrático direito de resposta a todas as pessoas e instituições aqui citadas.

geraldo.elisio@novojornal.com

 

Comentário(s) comentar

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Novo Jornal - 2010. Todos os direitos reservados.
anuncie | quem somos | fale conosco | twitter | rss