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| Geraldo Elísio escreve no "Novojornal". Prêmio Esso Regional de jornalismo, passado e presente embasam as suas análises | ||||||||||||
Por Geraldo Elísio “A expansão dos Estados Unidos sobre o continente americano, deste o Ártico até a América do Sul, é o destino de nossa raça (...) e nada pode detê-la – Ex-presidente dos EUA James Buchanan. A política de privatização encetada por Margareth Thatcher e Ronald Reagan, com tanto empenho, e o desmonte do chamado socialismo real, com vigorosos aplausos do então Papa João Paulo II, talvez sem que o Pontífice soubesse além das razões teológicas, tinha um objetivo: criar empregos nos EUA e UE e, de quebra, criar novas colônias econômicas cativas, como dizia o professor Osório da Rocha Diniz, ao comentar o esgotamento das reservas naturais de tais nações. Este professor e nacionalista emérito que nunca foi comunista, inexplicavelmente cassado pelo golpe militar de 64, dizem algumas fontes que por interferência de interesses estrangeiros via Assis Chateaubriand – e que há muito já deveria ter sido reabilitado – sendo um cientista social e não oráculo, não poderia ter previsto alguns episódios históricos, mas a essência de seu trabalho ressalta-se agora em nítido contraste, como se fora preto no branco. Os banqueiros se transformaram em donos do mundo. O planeta por intermédio de todos os seus governantes se preocupa com a saúde financeira deles, enquanto o povo se desmorona em todas as latitudes e fronteiras. E quem se preocupa? Alçado à condição de presidente do Brasil, por sua vez elevado à potência econômica emergente, uma frase de efeito do presidente Luís Inácio Lula da Silva, responsabilizando a ganância dos “brancos de olhos azuis” pelas mazelas do mundo globalizado, merece resposta de uma autoridade econômica desta área, ao comentar que “os morenos” e outras tintas mais fortes hoje são credores, enquanto “os brancos de olhos azuis” penam com as agruras. É que os níveis de emprego deles despencaram para taxas nunca dantes imaginadas. “Bolhas” de todas as naturezas assombram os economistas. E o futuro só aponta para dois lugares, as terras das Américas e da África. Aristóteles, o filósofo grego, criador da filosofia peripatética, hoje sairia de novo a perguntar por quê? Por que a Grécia, berço da civilização ocidental, vive os problemas que atormentam Papandreu? A Espanha, como um touro ferido por um “matador”, se desmorona economicamente e com ela Portugal. Surgem notícias de ameaças similares nos Estados Unidos e na Inglaterra. França e Alemanha já pensam em criar um órgão similar ao FMI, no caso o FME. Hoje (10) a agência de notícias espanhola EFE comenta que o PIB italiano sofreu uma contração de 5,1% em 2009, o pior número desde 1971, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística Italiano – Istat. E em nota o FMI informa que deixou de lado as negociações com a Turquia, o que foi confirmado pelo governo de Istambul, segundo o ministro de Estado Ali Babacan. A Irlanda também se vê em má situação. Da própria Espanha dizem que ela entrou em recessão mais tarde e também mais tarde sairá dela. E mais do que nunca, acirra o enunciado do ex-presidente norte-americano James Buchanan. Eles acreditam mesmo na Teoria do Destino Manifesto, formulada ao tempo das Guerras Índias quando da conquista do “far West” e hoje, por conveniência, pregam uma política preservacionista de nossos índios e das florestas para, num futuro adequado, eles matarem e destruírem como fizeram com o que era seu em tempos passados. Somente se esquecem que não são apenas eles que acreditam na manifestação do destino. Não são poucos os brasileiros que crêem que a Amazônia e tantas outras riquezas naturais que possuímos são uma clara manifestação do destino em nosso favor e que estamos dispostos a defendê-las com unhas e dentes, mesmo sabendo da existência de maus brasileiros a exemplo de Fernando Henrique Cardoso e seus asseclas, dispostas a vendê-las e pior que isto, doá-las. Este espaço é permanentemente aberto ao democrático direito de resposta a todas as pessoas e instituições aqui citadas. |
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