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| A ausência de punição e limites transformou partidos políticos de uma região em organizações criminosas num projeto de corrupção coletiva | |||||||||||||||
Um acordo até pouco tempo considerado “secreto” transformou uma região do estado de Minas Gerais em “área livre”. Práticas inaceitáveis, mesmo nas regiões mais liberais do Brasil, tornaram-se rotineiras no Triângulo entre os municípios de Ubá, Visconde do Rio Branco e Viçosa, municípios da Zona da Mata mineira. Além da corrupção instalada nos diversos Poderes, instalou-se um estado de “Exceção”, insegurança jurídica e política que além de proteger organizações criminosas vem inibindo e ameaçando aqueles que não querem participar do “esquema”. No município de Viçosa, está instalada uma das “células criminosas” em Visconde do Rio Branco e Ubá outras duas. Quando em um município integrantes de uma determinada “célula” são desalojados do poder através da artificial “eleição”, migram para o município vizinho exportando os métodos e práticas criminosas anteriormente adotadas. Assim está acontecendo em Ubá, onde o esquema de corrupção é comandado pelo ex-prefeito de Visconde do Rio Branco, Iran Couri (PT), que foi desalojado do Poder por outro integrante da “Gangue dos Castros”, João Antonio de Souza (PSDB). Ambos participam do mesmo esquema criminoso, só que são de “famílias” diferentes. Para se ter uma ideia, Iran, que era do PSDB, hoje está no PT e Dr. João, que estava no PMDB, está no PSDB anteriormente ocupado por Iran. Essa simulada substituição frente ao executivo municipal tem levado ao povo de Visconde do Rio Branco, Ubá e Viçosa, a falsa impressão de alternância. Enquanto em Visconde do Rio Branco a população imagina ter se livrado da corrupção praticada pelo grupo do Iran, age o grupo de Dr. João. Para que o grupo de Iran não fique sem onde praticar a corrupção, assumiu o município de Ubá. Atrás de Iran e Dr. João está de maneira “visível”, o deputado Rodrigo de Castro, porque todos sabem que ele representa seu pai e outros interesses maiores. A Gangue dos Castros vem impondo esse modelo nos diversos municípios, como dito anteriormente, o último a ser aprisionado foi Ubá. O prefeito, fragilizado diante do perverso esquema montado, preferiu entregar o controle do município à “Gangue dos Castros” em troca de recursos e obras. Quem vê o ex-prefeito de Visconde do Rio Branco falar imagina ser ele um opositor de Danilo de Castro. Porém, trata-se de um teatro montado para enganar os “eleitores”. Prova disso é que nas as últimas eleições para Assembleia Legislativa, por determinação da Gangue dos Castros, Iran apoiou Mauri Torres (PSDB) e Dr. João, Alberto Pinto Coelho (PP). Quem pensa que a “quebra da ordem pública” através de flagrante delinquência está restrita à área de obras e serviços, engana-se. Ela já se espalha pelo tráfico de drogas na região. Até mesmo as polícias Civil e Militar têm feito vista grossa em relação a determinados traficantes da região, pois abastecem os integrantes da “Gangue dos Castros”. Não é segredo que quase semanalmente o deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB), em um sítio nos arredores de Viçosa, patrocina publicamente “cerimônias”, com a presença de lideranças dos municípios vizinhos adeptas dessa prática. As “cerimônias” são famosas na região. Por que a polícia não age? Simples: Primeiro: A área de inteligência da Policia Militar (PM2), está subordinada à Casa Militar do governo de Minas, que por sua vez está subordinada à Casa Civil ocupada pelo pai do deputado Rodrigo de Castro. Segundo: Há um ano, a Polícia Federal de Juiz de Fora esteve perto de estourar esta “central criminosa”, porém foi impedida diante do envolvimento de um deputado federal. Seria necessária uma autorização do Supremo Tribunal Federal para prosseguir nas investigações. Esse, talvez, seja o maior malefício que a Gangue dos Castros tenha trazido para a região. Relatórios e investigações com enorme quantidade de provas estão “engavetados”, até quando? Quem sabe. |
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