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| Noticiado pelo Novojornal há dois anos, Aécio monta estrutura para alavancar sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro | ||||||||||||
Dois anos atrás, Novojornal noticiava que o sonho político de Aécio Neves era ser governador do Rio de Janeiro. O que não seria novidade, visto que o ex-governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola, de volta do exílio na década de 80, governou o Estado do Rio. Na época, a Cemig acabara de comprar o controle acionário da Light, concessionária de energia de parte do estado fluminense. Sabidamente, uma problemática concessionária de energia, pois na cidade do Rio de Janeiro quase 80% da população dos aglomerados e favelas utilizam o famoso “gato”, não pagando energia. Prática de difícil combate devido à violência, qualquer corte de energia a ser executado nas favelas deve ser acompanhado pela polícia no conhecido carro blindado, “Caverão”. Como a TV a cabo e o gás, a distribuição de energia é feita por quadrilhas amparadas por milícias. O Novojornal foi contestado. Dois anos depois, a menos de uma semana para deixar o governo de Minas, foi comprovado o que este portal jornalístico anunciara. O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), participará hoje (24), no Rio de Janeiro, de uma reunião para tratar do que considera ser a "prioridade absoluta" da Cemig, a estatal mineira de energia elétrica: "Criar um plano de investimentos para a Light", disse ele. Neste ano, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) ampliou sua participação na empresa fluminense de energia por conta da reestruturação societária da Light e, assim, passou a ditar as regras sobre a operação da empresa. Aécio quer traçar metas e, na reunião de hoje, vai apresentar à nova direção da Light, cujo presidente, Jerson Kelman, foi indicado por ele, o comando da controladora Cemig: Djalma Moraes, presidente, e Sérgio Barroso, presidente do Conselho de Administração e secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais. Principal empresa do governo de Minas, a Cemig, cujo capital quase quintuplicou durante a gestão Aécio (desde 2003) a partir de uma série de aquisições no setor elétrico e eólico, ficou com o controle operacional da Light por um acordo de acionistas. Com sua saída do governo marcada para a próxima quarta-feira (31), a fim de disputar possivelmente a eleição para o Senado, Aécio vai até a Light no instante em que a empresa é muito criticada pelos consumidores fluminenses da região central do Estado, onde ela atua. A reclamação é sobre supostos serviços precários prestados pela Light, resultando em apagões e em prejuízos a comerciantes. Aécio considera que isso é fruto da falta de investimentos na empresa ao longo dos últimos anos. "A Cemig tem hoje uma prioridade: criar um plano de investimento para a Light. É a nossa prioridade absoluta. Eventualmente vamos avançar nas negociações com a Ampla, em razão da sinergia que existe entre ambas as empresas (Ampla e Light)", afirmou o tucano. Aécio se refere ao fato de a Cemig ter interesse em propor um negócio para a Ampla Energia, empresa do grupo Endesa. A Ampla controla 73% da energia do Estado do Rio, e à Cemig interessa tanto a aquisição quanto participação na empresa do grupo espanhol. No início deste mês, a controladora da Ampla informou que "a Endesa Espanha não tem interesse em vender qualquer ativo no Brasil (inclusive a Ampla), e sim crescer sua atuação no país". |
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