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novojornal .: Política .: Notícia Publicado em 18/02/2010 às 14:03:01

Arruda: Filho da Nova República
Acordo que possibilitou a eleição presidencial de Tancredo no colégio eleitoral em 1985, desvirtuado, deu início à nova era da corrupção no País

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O esquema montado para eleger Tancredo Neves no colégio eleitoral em 1985 baseou-se na distribuição do Estado entre aliados.

Depois de quase duas décadas de regime militar, articulou-se no País uma transição política, para retornar o Poder para os civis.

A campanha das diretas servira para projetar Tancredo Neves a nível nacional e os militares sentiam-se menos desconfortáveis com sua eleição, derrotando Paulo Maluf.

Como a eleição seria indireta através de um colégio eleitoral formado pelos parlamentares federais.

A campanha de “convencimento”, dos eleitores foi feita dentro do Congresso Nacional e a “argumentação” foi à entrega do Estado aos “privilegiados eleitores”.

A vice-presidência foi entregue ao PDS de Sarney, que através da Aliança Democrática transformou-se na frente liberal.

Ministérios, Autarquias e Estatais foram divididos entre os “apoiadores de Tancredo”, cabendo a José Aparecido de Oliveira, o Governo do Distrito Federal.

Escudeiro de Magalhães Pinto que, durante grande parte da vida fora adversário de Tancredo, o governador do Distrito Federal, José Aparecido, jamais administrara.  Passou a vida ganhando dinheiro como “jornalista” sem ter escrito sequer uma linha.

A bem da verdade tem-se que reconhecer que na década de 60 administrou as benesses distribuídas à “imprensa mineira”.

Assim como José Aparecido, sem qualquer compromisso político eleitoral, os “escolhidos”, assumiram seus cargos passando a, literalmente, desmontar o Estado.

Se Tancredo estivesse vivo, a história seria outra, pois sabia como domar as feras.

A exemplo do que fez em Minas quando governador, sabia a origem de cada um dos indicados assim como onde ficava o botão de “desliga”. Embora já com idade avançada, a lucidez e memória de Tancredo assombravam.

Porém, quis o destino que fosse Sarney, na maioria dos casos sequer conhecia pessoalmente quem estava nomeando. Ocorrendo algo como na época do Império, na divisão das Capitanias Hereditárias.

Falar sobre a corrupção ocorrida no governo Sarney é perda de tempo.

Todos que nasceram na Nova República, nasceram contaminados pelo vírus da corrupção e ilegitimidade.

Cargos que, em um período de normalidade no País só seriam ocupados por funcionários com anos de carreira, passaram a ser ocupados por jovens sem qualquer experiência. Apenas porque era amigo do rei.

Nesse contesto, Arruda assumiu a Secretaria de Obras do Distrito Federal.

O restante da história está descrito no noticiário nacional. Arruda é apenas uma amostra do DNA dos filhotes da Nova República.

Em Minas Gerais, terra da gestação da campanha presidencial após a morte de Tancredo, exemplares como Hélio Garcia, Mares Guia, Romeu Queiroz, Roberto Brant, Eduardo Azeredo e muitos outros foram os embriões dessa nova safra de corruptos.

Basta reparar que a prática de corrupção apurada em todos os escândalos ocorridos nos últimos 25 anos é sempre a mesma.

A sociedade civil do País ainda levará tempo para livrar-se da safra da “Nova República”.
 

 

Comentário(s) comentar

19/02/2010 - Willlian Dias
È realmente muito triste nossa verdadeira história. Lamentável tanta gente desconhece-la. Desconhece-la totalmente já é um indício de que há algo errado.

19/02/2010 - maria luiza
lendo isto, a gente sente vergonha de ser brasileiro.é muito triste; será que ser honesto ficou tão dificil?precisamos mudar o rumo do Brasil.

19/02/2010 - Wagner Eustaquio
Quem será louco de assinar um post como este? Dizendo tantas, mais tantas infâmias, Meu Deus do Céu, isso não é jornalismo!


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