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| Presidente do Banco Central pode ser candidato ao Senado por Goiás ou ser vice na chapa da ministra Dilma Rousseff à presidência | ||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a dizer que deseja que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, continue no cargo até o final do governo, segundo o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach. Segundo o porta-voz, os dois se reuniram nessa quarta-feira (10), mas o tema da eleição não foi tratado na conversa. Em entrevista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sobre a viagem de Lula a Israel, Palestina e Jordânia, Baumbach lembrou, no entanto, que o presidente sabe que saída de Meirelles é uma decisão pessoal dele. Meirelles tem até o dia 2 de abril para sair do governo se quiser ser candidato. Filiado ao PMDB, o presidente do BC pode ser candidato ao Senado por Goiás ou ser vice na chapa da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). No PMDB, o seu adversário na disputa pela Vice-Presidência é o deputado Michel Temer (SP), presidente da Câmara. Meirelles é visto como um nome que indicaria um compromisso de Dilma com a continuidade da política econômica adotada por Lula. Baumbach afirmou que a Presidência não teve conhecimento ainda do pedido do Ministério Público Federal de abertura de inquérito contra Meirelles. O presidente do BC foi indiciado por supostos crimes contra a ordem tributária. O inquérito, encaminhado na semana passada para o Supremo Tribunal Federal (STF), está sob a responsabilidade do ministro Joaquim Barbosa - também relator do mensalão. Por meio da assessoria de imprensa, o BC informou que Meirelles ainda não foi notificado sobre o processo e que não iria comentar o caso. O documento, de 105 páginas, foi enviado para o Supremo porque, como presidente do BC, Meirelles tem foro privilegiado por ter status de ministro desde 2004. Joaquim Barbosa deve designar diligências para aprofundar a apuração do caso, o que poderá ser feito pela Polícia Federal. Só depois o Ministério Público Federal poderá ou não apresentar denúncia contra o presidente do BC. Se deixar a presidência do BC, Meirelles perde o privilégio do foro. Assim, o inquérito em que ele foi indiciado por crimes contra a ordem tributária será remetido para a Justiça comum. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou, via assessoria, que desconhece o processo no qual o presidente do BC é citado e que não atuou nesse caso. As informações são da Folha Online. |
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